quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Mar dourado!

Se desde 1996, com Robert Scheidt, o Brasil não saia de uma Olimpíada sem uma medalha, não seria em casa que isso aconteceria. A vela sempre foi um esporte que trouxe diversas medalhas olímpicas para o Brasil. Nos jogos do Rio 2016, ela custou a sair. Foi preciso esperar até o último dia, a última prova para ela vir. E ela veio pelas mãos de um membro da tradicional família Grael, veio com Martine Grael e sua parceira Kahena Kunze, que fizeram valer o fator casa.
Elas chegaram para a última regata, a Medal Race, competindo com mais três outras duplas por um lugar ao pódio. Das quatro só as brasileiras e a dupla da Nova Zelândia vinham fazendo uma boa regata e brigavam pelo ouro.
As neozelandesas ficaram mais da metade da prova na frente. Em uma decisão ousada, as brasileiras fizeram um contorno na boia oposta das suas adversárias, na penúltima volta. Essa estratégia surtiu efeito favorável para as brasileiras, elas chegaram a frente das neozelandesas para a última volta na boia e tomaram a liderança da regata. 
Para mostrar o quanto essa competição era disputada, a chegada foi extremamente apertada. As neozelandesas foram tirando a diferença das brasileiras pouco a pouco. Por mais que elas tenham tentado não deu tempo. As brasileiras conseguiram atravessar a linha de chegada com 2 segundos de vantagem para as segundas colocadas. 
Fim da regata, ouro para o Brasil, festa no mar da raia do Pão de Açúcar, festa brasileira no quintal de casa. A prata ficou com a dupla da Nova Zelândia e o bronze com as dinamarquesas.

(Foto: Reuters/Benoit Tessier)

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