O Brasil entrou em quadra hoje contra a França na disputa pela última vaga do grupo A do vôlei de quadra. Era um jogo de total importância para ambas as equipes. Quem perdesse estava fora dos Jogos. Um dos favoritos a medalha de ouro ficaria fora da disputa muito cedo, ainda na fase de grupos. Isso deixou o jogo, que já era difícil, pior.
Toda essa tensão estava visível no rosto dos jogadores das duas equipes. Não só nos rostos, os erros em excesso do começo do jogo também mostrava isso. A primeira equipe a começar errar menos conseguiria a vitória do primeiro set.
Com o apoio da torcida os brasileiros conseguiram se encontrar na quadra e fecharam o primeiro set. A vitória fez parecer que os brasileiros relaxaram em quadra. Enquanto isso para os franceses fez efeito contrário. Eles entraram no segundo set ainda mais concentrados, pois eles precisavam muito da vitória no set para não deixar o Brasil mais perto da vaga. E eles conseguiram, jogaram nos erros dos brasileiros e fecharam o set. Com o um a um no placar era como se todos tivessem que voltar ao zero.
Os brasileiros voltaram com tudo e fecharam o terceiro set. O quarto set era o mais importante para os dois times. Para o Brasil a vitória valia a vaga, já para os franceses era o tudo ou nada, a derrota significava a volta para a casa.
Foi um set emocionante, os dois times se revezavam na liderança do placar. Os franceses conquistaram a vantagem mínima no final do set, porém os brasileiros não desistiram. Foi nessa hora que a torcida fez a diferença. Os brasileiros foram contagiados pela vibração da torcida. Eles jogaram com o erro dos franceses, conseguiram empatar o jogo. e na sequencia virar o placar. No último ponto do jogo os brasileiros sacaram para forçar o erro do adversário. Com um ataque para fora de um dos principais atacantes franceses o Brasil fechou o jogo e se classificaram.
(Foto: Edgard Garrido/Reuters)
Na praia também teve bastante emoção. Era Brasil e Estados Unidos, um clássico das praias. Além disso eram as duas duplas favoritas ao ouro. De um lado Alison e Bruno Schmidt, do outro Dalhausser e Lucena. A sensação de todos era de uma final antecipada. Se a disputa em si já era complicada, imagina com um vento fortíssimo para atrapalhar?
Os brasileiros se adaptaram melhor ao vento no primeiro set e venceram. Mas a dupla americana é experiente e usaram ela para se recuperar no segundo set. Jogo empatado, rumo ao tie-break. Quem se adaptasse mais rápido as condições no momento levaria a partida.
Os brasileiros se aproveitaram melhor o fato de começar o set no lado melhor. Conseguiram abrir vantagem com ótimos saques. Mesmo com as mudanças de lado eles conseguiram manter a vantagem e conseguiram vencer a partida e se classificar para a semifinal. Eles enfrentaram a dupla holandesa no próximo jogo.
(Foto: Marcio Jose Sanchez/AP)


Nenhum comentário:
Postar um comentário