Hoje foi dia de redenção para o Diego Hypolito. Depois de ser favorito por duas vezes a ser medalhista no solo nas Olimpíadas, Diego finalmente conquistou sua medalha. Por duas vezes ele errou na sua prova, cometendo duas quedas, uma vez sentado e outra de rosto no chão.
Dessa vez, em casa, ele não era nem cotado a participar de uma final, quem diria chegar ao pódio. Mas ele não era o único brasileiro na final do solo, Arthur Nory, que na classificatória ficou em nono lugar, acabou participando da final substituindo o terceiro japonês que se classificou e não pode competir pela regra da ginástica. Na ginástica artística apenas dois representantes de cada País pode participar da final.
Os japoneses e americanos eram os favoritos as medalhas, porém não fizeram grandes provas e foram desbancados pelo inglês Max Whitlock, que ficou com o ouro e pelos brasileiros Diego Hypolito e Arthur Nory, que ficaram com a prata e o bronze respectivamente.
Os dois brasileiros fizeram provas impecáveis, acertaram todas as suas chegadas, conseguindo até algumas cravadas, que são as chegadas perfeitas. Depois de executarem suas provas eles tiveram que esperar os dois favoritos ao ouro se apresentarem.
O primeiro foi o japonês Kenzo Shirai, conhecido como o japonês voador por causa de seus saltos altos, sucumbiu a pressão de uma final olímpica e cometeu alguns erros. Quando a nota dele saiu, uma certeza os brasileiros já tinha, Diego já sabia que tinha conquistado sua primeira medalha olímpica. Para Nory também conseguir a sua, o americano Sam Mikluak não poderia tirar uma nota melhor que a dele.
Mikluak foi para o solo fazer sua apresentação, e logo na primeira acrobacia teve uma chegada ruim, quase caindo sentado. A segunda acrobacia também teve erro na aterrizagem, ele saiu do espaço marcado para a apresentação.
Fim da apresentação do americano, agora faltava só a nota sair para saber qual seria a posição dos brasileiros. Nory se ajoelhou, e com a cabeça baixa torceu para que a nota do americano fosse menor que a dele. Diego, abraçado com a comissão técnica, torcia também por uma nota baixa de Mikluak. E ela saiu. E era menor que a dos dois brasileiros. O choro tomou conta dos dois atletas e de seus treinadores. A torcida vibrava e gritava o nome dos dois atletas brasileiros.
Chegou a hora do pódio e os dois não continham sua alegria. Nory ria à toa, Diego chorava de alegria. Se o hino não foi tocado pela oficialmente, a torcida deu um jeito nisso. O ginásio inteiro entoou em uma única voz o hino nacional brasileiro, foi a forma deles de homenagiarem os atletas pelo feito.
(Foto: Reuters/Marko Djurica)

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