segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Chegamos ao final

(Foto: Reuters)

Na noite de ontem, 21, o mundo assistiu a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Mais uma vez os brasileiros mostraram que sabem muito bem fazer um festa. 
Uma grande queima de fogos deu inicio a essa festa. Se a abertura o tema central era a flora brasileira, no encerramento foi a vez da nossa fauna, que foi representada por milhares de araras. Essas araras formara diversos cartões postais do Rio de Janeiro, como os arcos da Lapa e seu bondinho, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor. Elas também formaram o símbolo desses Jogos e os Arcos Olímpicos. 

(Foto: Reprodução/Twitter)

Foi a vez da nossa música fazer parte dessa festa. Martinho da Vila, acompanhado de três de suas filhas e uma neta, cantou alguns sambas. Na sequencia, ao som de atabaques 27 crianças cantaram o Hino Nacional. Essas crianças formaram as estrelas da nossa bandeira, que representam os 26 estados e o Distrito Federal, que apareceu no telão colocado no gramado do Maracanã. A bandeira hasteada foi entregue por Maria Esther Bueno, tenista diversas vezes campeã de grand slams.
Até Carmen Miranda veio participar dessa festa. Representada por Roberta Sá, que cantou em dueto com a verdadeira Carmen Miranda, deu inicio a entrada dos atletas. Primeiro vieram as bandeiras, tendo atletas como porta bandeira. Carregando a bandeira do Brasil veio Izaquias Queiros. Durante esse desfile dos heróis olímpicos outros ritmos nacionais tocaram. Um exemplo disso é o frevo. 
Depois veio o lançamento do canal olímpico. Esse canal é uma plataforma digital que vai servir de aproximação do povo com os diversos atletas e esportes.
Depois voltamos a parte artística. Com muita música e dança. Tivemos uma representação da cultura nacional através das rendeiras. Um exemplo foi o forró, ao som de Asa Branca, dançado por diversos bonecos de barro típicos do nordeste. 
Chegou ao momento protocolar onde o governador Eduardo Paes passou a brandeira olímpica para o presidente do COI Thomas Bach, que por sua vez passou para a governadora de Tóquio. 
Foi a vez da cidade japonesa mostrar o que veremos daqui a quatro anos. Em um vídeo com imagens da cidade o primeiro ministro aparece a caminho do Rio. Com medo de chegar atrasado ele pede ajuda do Mario Broz. O boneco do vídeo game entra em um cano, assim como no jogo, e aparece no centro do Maracanã. Mas quem aparece ali é o primeiro ministro. A partir daí vem um show de tecnologia convidando a todos para irem para Tóquio daqui a quatro anos.
Esse momento foi encerrado pelos discursos de Nuzman e Bach. O presidente do COI encerrou oficialmente os Jogos. Ele ouviu da arquibancada um sonora "Aahh", lamentando o final dessas semanas maravilhosas.
Tudo acontecia debaixo de chuva, e foi essa chuva, dessa vez cenográfica, que apagou a Pira Olímpica, como se a cidade do Rio tivesse chorando pelo fim dos Jogos.
E como tudo aqui no Brasil acaba em festa, acaba em samba, foi assim que a cerimônia se encerrou. Uma escola de samba invadiu o gramado. Com direito a ala das baianas, carro-alegórico, porta-bandeira e mestre sala e uma bateria cantaram diversas marchinhas carioca. Teve também a atriz Leandra Leal carregando o estandarte do cordão da Bola Preta, um dos mais tradicionais blocos de carnaval de rua carioca.
Izabel Goulart veio como rainha de bateria, mostrando toda a beleza da mulher brasileira, acompanhada pelo Sorriso, gari que ficou famoso ao sambar enquanto limpava a passarela do entre as escolas. 
E tudo acabou em festa, com todos os atletas dançando juntos. Final de festa, final das Olimpíadas. Sem dúvidas o Brasil mostrou que sabe fazer uma festa, e a partir de agora a história das Olimpíadas será contada pelo antes e depois do Jogos Rio 2016. 
Agora nos cabe esperar 2020 e os Jogos de Tóquio.

(Foto: Pascal Le Segretain/Getty Images)

domingo, 21 de agosto de 2016

De volta ao topo do pódio!

Foram duas Olimpíadas seguidas batendo na trave do título. Duas derrotas amargas, doídas para todos os atletas que delas participaram, para os torcedores também. A última vez que os brasileiros ganharam uma medalha de ouro no voleibol masculino foi em 2004, contra Itália.
O jogo de hoje era contra a essa mesma equipe italiana. Porém, dos atletas brasileiros em quadra hoje apenas o líbero Serginho estava naquela final de 2004. Dos 12 jogadores do Brasil,  só ele já tinha sentido o gosto de ser campeão olímpico. 
A equipe brasileira vinha fazendo finais de diversos campeonatos seguidos, e sempre ficando no quase. Dessa vez,  eles queriam mais do que nunca essa medalha. Era em casa, com toda a torcida ao seu lado, apoiando eles em cada ponto.
De um lado tinha Zaytsev, do outro Wallace, o brasileiro é o maior pontuador do campeonato. Embora o Brasil tivesse o seu oposto voando em quadra, seus dois ponteiros, Lucarelli e Lipe, vinham para a quadra no sacrifício. Ambos estavam contundidos. Sabendo disso Bruninho foi esperto, sabia que o Lucarelli não poderia atacar todas as bolas, só colocou ele em situação de pontuar, o mesmo com o Lipe. 
Podemos dizer que o primeiro set foi o mais tranquilo, mesmo tendo começado atrás no placar o Brasil foi em busca da virada e conseguiu. E em um erro de saque do oposto italiano, o Brasil fechou o set. 
O segundo set foi ainda mais equilibrado, mais apertado. O set foi seguindo empatado até o final do set. Os italianos tiveram a chance de fechar o set, empatando o jogo. Mas os brasileiros queriam muito a vitória. Eles foram buscar o placar. E em um ace de Mauricio Souza o Brasil fechou o segundo set, abrindo dois a zero no jogo.
Veio o terceiro set, era o tudo ou nada para os italianos. Eles vieram forçando o saque, buscando pontuar em todas as bolas. Os brasileiros queriam acabar o jogo naquele set. O jogo era disputado ponto a ponto. Todos os jogadores que estavam naquela quadra estavam dando tudo de si. Para ficar mais tenso ainda o jogo para os donos da casa, Lucarelli voltou a sentir fortes dores que o impediam de continuar em quadra. De um lado era bola para o Zaytsev pontuar, do outro era Wallace o pontuador. 
E o último ponto veio de mais uma jogada com o oposto italiano. Mas dessa vez ele não conseguiu ser eficiente. Em um bloqueio duplo de Lipe e Lucão, o Brasil fechou o jogo. 3 a 0 Brasil tri campeão olímpico.
E o choro tomou conta de todos os atletas brasileiros. O mais emocionado com a vitória era Serginho, pois aquele era seu último jogo pela seleção em uma Olimpíada. O pódio ficou assim, ouro para o Brasil, prata para a Itália e bronze para os Estados Unidos.
E para comemorar a medalha, no comando do Serginho, veio o tradicional peixinho da vitória.

(Foto: Getty Images)

sábado, 20 de agosto de 2016

Enfim...o ouro!

Quem viu o começo da campanha da seleção masculina de futebol nesses Jogos Olímpicos não apostaria em uma medalha de ouro. Podíamos não apostar, mas como brasileiro todos torceram para que ela viesse. Ela não apagaria o que aconteceu na Copa em 2014, porém ajudaria as pessoas a acreditar que se possa existir um futuro melhor para o futebol brasileiro.
O time do Brasil foi duramente criticado pela imprensa e pela torcida, uma crítica merecida já que não vinham tendo boas atuações. Parece que essas críticas surtiram efeito, os jogadores passaram a jogar melhor, e essa melhora passou a surtir efeito dentro de campo, as vitórias começaram a acontecer.
Eles foram vencendo, e passando jogo a jogo até chegar a final. Do outro lado os alemães vinham fazendo uma campanha incrível, como já era de se esperar. Se tornaram a equipe com melhor ataque, tudo bem que 10 desses gols vieram contra a frágil equipe de Fiji.
E essas duas equipes tinham que se reencontrar aqui no Brasil. Da outra vez deu Alemanha, naquele fatídico 7 a 1. Uma vitória nessas Olimpíadas não apagaria aquele resultado, mas que todos aqueles que estavam no Maracanã queriam muito ela. 
Uma certeza todos nós já tínhamos, teríamos um campeão inédito já que nem o Brasil, nem a Alemanha nunca ganharam uma medalha de ouro em Olimpíada.
Diferente do último jogo, o Brasil começou melhor, apertava o time alemão em seu campo de defesa. Mas o primeiro susto veio dos alemães, que acertaram uma bola no travessão do gol brasileiro. No entanto, o primeiro gol do jogo foi verde e amarelo. Em uma cobrança quase perfeita de Neymar, o Brasil abriu o placar. Neymar, em sua comemoração, batia no peito e gritava "eu tô aqui". Realmente ele estava ali, no outro encontro ele não estava em campo, pois tinha se machucado. 
O Brasil foi melhor durante o primeiro tempo inteiro. O segundo tempo veio, e os alemães passaram a marcar no campo de ataque deles, pressionando a defesa brasileira. Nessa insistência eles conseguiram empatar o jogo. Depois disso, o jogo ficou tenso, parecia que nenhuma das duas equipes queria arriscar demais, e acabar perdendo a partida. O empate permaneceu durante todo o resto do segundo tempo. Veio a prorrogação, e a mesma tensão permaneceu nos primeiros 15 minutos, ninguém querendo atacar para não correr o risco de perder. Vieram os últimos 15 minutos, e os alemães levaram um susto. Os brasileiros vieram contudo para o ataque, para decidir logo o jogo. Mas sempre que tentavam esbarrava na firme defesa alemã. Fim da prorrogação e o placar não se alterou. Tudo seria decidido nos pênaltis. 
As primeiras quatro cobranças de cada time foram convertidas. Chegamos a última cobrança alemã, Weverton já havia chegado perto de defender duas cobranças. Mas dessa vez ele não chegou perto, ele conseguiu. Weverton defendeu a última cobrança, fez o papel dele, agora cabia a Neymar marcar o gol da medalha de ouro. Ele foi lá, com dores pois sofria de caimbra na perna, um beijo na bola antes de coloca-la com carinho na marca. Ele bateu, bola para um lado goleiro para o outro. Gol do Brasil, gol da medalha de ouro. E o templo do futebol viu, enfim, a conquista do único título que o Brasil não tinha no futebol.

(Foto: Reuters)

Quarta final seguida!

Era uma reedição da última final olímpica. Brasil e Rússia, um clássico de duas escolas diferentes do voleibol. A Rússia é o país das bolas altas na ponta, bloqueio enorme, saques potentes, mas com uma recepção e defesa frágil. Já o Brasil vem com as jogadas rápidas no ataque, com defesa e recepção eficientes, bloqueio rápido e eficaz.
Na última vez que essas duas equipes se encontraram em uma Olimpíada, na final em Londres, o Brasil teve quatro chances de fechar o jogo, mas em uma jogada de mestre do técnico russo, colocando seu central Muserskiy na posição de oposto, viraram a partida e levaram o ouro.
Dessa vez era uma semifinal, na casa dos brasileiros, e o carrasco dos donos da casa não estava participando dos Jogos. A torcida brasileira queria essa vitória, mas sem dúvidas, os atletas queriam ganhar essa revanche olímpica.
O jogo começou equilibrado, como já era esperado por todos. Mas, os brasileiros estavam muito focados atrás dessa vitória. Com uma distribuição brilhante de Bruninho, Wallace inspirado e Lucarelli e Lipe defendendo e sacando muito bem, o Brasil chegou a vitória do primeiro set com certa facilidade. 
O segundo set começou um pouco mais complicado para os brasileiros, porém foi a vez dos centrais começarem a pontuar e ajudar o Brasil a abrir vantagem no jogo. No terceiro set, os donos da casa deram show de vôlei. Mesmo machucados, Lipe e Lucarelli defendiam quase tudo no fundo de quadra, e quando atacavam usavam a inteligencia para fugir do poderoso bloqueio russo.
Os brasileiros foram abrindo pouco a pouco o placar, chegando ao match point com 7 pontos de vantagem. O ponto começou no saque do nome do jogo pelo lado brasileiro, Wallace, a bola voltou sem problemas para a quadra brasileira. E se o ponto começou com Wallace, nada mais justo do que acabar com ele. Ponto do oposto, fim do jogo, vitória brasileira. Brasil na quarta final consecutiva. Os adversários dessa vez serão os italianos. Os italianos eliminaram os americanos, de virada, por 3 a 2. Essa final será uma reedição da final de Atenas 2004, onde os brasileiros saíram campeões.

(Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Depois das disputas de hoje o quadro de medalhas ficou da seguinte forma:


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Copacabana de ouro!

Superação! Essa palavra define a campanha rumo ao titulo olímpico de Bruno e Alison. Campanha essa de superação que começou antes dos Jogos. Nos últimos anos, Alison passou por duas cirurgias, uma no pé e a outra no joelho.Mas, mesmo assim ele e seu parceiro Bruno correram atrás e conseguiram a vaga para disputar essas Olimpíadas. 
Se não bastasse tudo isso, em um jogo da primeira fase Alison voltou a sofrer. Na disputa contra os italianos, ele torceu o tornozelo em uma disputa na rede, teve que sair por cinco minutos, mas, na base do sacrifício ele voltou e continuou no jogo e nas Olimpíadas.
O susto serviu para unir e fortificar ainda mais a dupla brasileira que seguiu forte nos Jogos. Passaram por duplas experientes como Lucena e Dalhousser. Superaram o sol, o calor, ventos fortes, e tudo mais. 
Chegaram na tão sonhada final. Para o Bruno era sua primeira, já que ele estava em sua primeira Olimpíada. Já o Alison faria sua segunda final, de forma consecutiva.
Os adversários dessa final eram Lupo e Nicolai, uma dupla italiana que surpreendeu a todos com o fato de terem chegado a final já que vinham de uma repescagem, mas eles são os atuais campeões europeus tinham bola para chegar lá.
O jogo já seria complicado por si só, mas a chuva veio para complicar ainda mais ele. Os italianos vieram com tudo no começo. Sacando em cima do novato Bruno, que pelo nervosismo não conseguia fazer o que sabia, conseguiram abrir uma vantagem de 5 a 1. Aos poucos, ponto a ponto, os brasileiros foram se encontrando no jogo, até conseguirem virar o placar. Os italianos até complicaram um pouco no final do set, mas quem fechou foram os brasileiros.
Lupo e Nicolai vieram para o segundo set tendo que jogar muito, pois era o tudo ou nada. Eles mudaram o saque deles para o Alison. O brasileiro até se complicou um pouco no começo, foi bloqueado por algumas vezes. Foi nessa hora que o novato Bruno entrou em ação. Mudou a altura da bola do ataque do Alison, que voltou a virar bola. Isso empolgou o Alison, que voltou a bloquear, se não bloqueava atrapalhava o ataque italiano.
Bruno voava no fundo de quadra, fazia jus ao apelido de mágico, defendendo todos os tipos de ataque. Nessa parceria incrível, os brasileiros chegaram ao match point. Se tinha alguém que merecia fazer esse último ponto era o Alison. E foi dele o ponto, em mais um bloqueio no jogo. Brasil campeão olímpico dos Jogos Rio 2016. A prata ficou com os italianos Lupo e Nicolai e o bronze ficou com a dupla da Holanda.

(Foto: Agência AP)

Com as finais de hoje o quadro de medalhas ficou da seguinte maneira:



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Mar dourado!

Se desde 1996, com Robert Scheidt, o Brasil não saia de uma Olimpíada sem uma medalha, não seria em casa que isso aconteceria. A vela sempre foi um esporte que trouxe diversas medalhas olímpicas para o Brasil. Nos jogos do Rio 2016, ela custou a sair. Foi preciso esperar até o último dia, a última prova para ela vir. E ela veio pelas mãos de um membro da tradicional família Grael, veio com Martine Grael e sua parceira Kahena Kunze, que fizeram valer o fator casa.
Elas chegaram para a última regata, a Medal Race, competindo com mais três outras duplas por um lugar ao pódio. Das quatro só as brasileiras e a dupla da Nova Zelândia vinham fazendo uma boa regata e brigavam pelo ouro.
As neozelandesas ficaram mais da metade da prova na frente. Em uma decisão ousada, as brasileiras fizeram um contorno na boia oposta das suas adversárias, na penúltima volta. Essa estratégia surtiu efeito favorável para as brasileiras, elas chegaram a frente das neozelandesas para a última volta na boia e tomaram a liderança da regata. 
Para mostrar o quanto essa competição era disputada, a chegada foi extremamente apertada. As neozelandesas foram tirando a diferença das brasileiras pouco a pouco. Por mais que elas tenham tentado não deu tempo. As brasileiras conseguiram atravessar a linha de chegada com 2 segundos de vantagem para as segundas colocadas. 
Fim da regata, ouro para o Brasil, festa no mar da raia do Pão de Açúcar, festa brasileira no quintal de casa. A prata ficou com a dupla da Nova Zelândia e o bronze com as dinamarquesas.

(Foto: Reuters/Benoit Tessier)

Chegamos na semifinal!

Tensão, garra, força de vontade, sacrifício, muita disputa, e claro um pouco de provocação. São todos esses os ingredientes que formam um Brasil e Argentina. Não importa a modalidade, quando acontece esse clássico sempre tem rivalidade.
Dessa vez o encontro foi no Maracanazinho, nas quartas de final das Olimpíadas. Se um jogo desse já é dramático, imagina quando a vitória é fundamental, pois quem perdesse estava eliminado. Contra os brasileiros ainda tinha o histórico negativo, a Argentina já havia eliminado o Brasil três vezes em Olimpíadas.
A Argentina vinha de uma primeira fase espetacular, saíram em primeiro de um grupo que tinha Rússia e Polônia. Já o Brasil foi conseguir a classificação só na última rodada em um jogo contra a França. 
Toda a tensão estava aparente no rosto de todos os jogadores. O jogo começou disputado ponto a ponto. Para deixar ainda mais tensa a partida, Lucarelli, um dos principais atacantes brasileiros sentiu uma contusão na coxa e foi obrigado a sair da partida. Mas isso, a principio, não atrapalhou seu colegas. O Brasil conseguiu fechar o primeiro set. 
Essa derrota não abalou os argentinos, pelo contrário, eles vieram embalados. Com essa empolgação os hermanos abriram uma vantagem enorme e fecharam o set empatando o jogo. Veio o terceiro set e quem conseguiu abrir uma boa vantagem foi o Brasil, fechando o set com uma certa tranquilidade.
Chegou o quarto set, o mais tenso de todos. Era o set decisivo, se o Brasil vencesse era o fim do jogo. Essa tensão toda se deixou visível na quantidade erros de ambas as equipes. Os argentinos precisavam vencer, e eles sabiam disso e colocaram tudo o que sabiam em quadra. Os brasileiros queriam acabar logo com o jogo. Essa vontade toda fez com que Lipe sentisse uma contratura muscular nas costas. Mesmo machucado Lucarelli voltou para a quadra para ajudar dentro do que ele conseguia. E ajudou, em uma de suas primeiras participações conseguiu um bloqueio simples pra cima do oposto argentino. 
Quando o Brasil conseguiu abrir uma vantagem mínima no final do set todos acharam que o jogo estava decidido. Porém, os argentinos valentes como de costume conseguiram empatar o jogo em 23 a 23. Foi aí que o torcedor entrou em quadra. Pressionou os argentinos que sentiram e não conseguiram buscar a virada. E foi na mão de Walace, o nome do jogo, atacar a última bola que deu a classificação para o Brasil. 
Nas semifinal eles encontraram a Rússia, algoz da final de 2012.

(Foto: Reuters)

Prata na praia...

Em sua primeira Olimpíada, a dupla Ágatha e Bárbara chegaram a final depois de eliminar as favoritas Walsh e Ross. Elas encararam a dupla alemã Ludwig e Walkenhorst, que haviam eliminado a dupla brasileira Larissa e Talita. Pouco antes do jogo começar, o tempo virou e entrou uma ventania na quadra.
O jogo começou muito equilibrado, como já era esperado, pelo fato de ambas as duplas serem ótimas defensoras. Assim como na semifinal, Ludwig passou a defender todos os ataques das brasileiras e com isso elas conseguiram abrir vantagem e fechar o primeiro set.
Parecia reprise do jogo da semifinal das alemãs. Assim como contra Larissa e Talita, as alemãs conseguiram marcar de vez todos os ataques das brasileiras. Com muitos bloqueios, saques incríveis e contra ataques eficazes, Ludwig e Walkenhorst abriram 5 a 1. Com essa vantagem elas passaram a jogar ainda mais soltas, e não deixaram as brasileiras jogar. Placar final do segundo set 21 a 14 para as alemãs. Dois a zero para elas, medalha de ouro para as alemãs, prata para as brasileiras.

(Foto: Reuters)

O bronze ficou com as americanas Walsh e Ross que venceram de virada das brasileiras Larissa e Talita. As brasileiras até começaram bem, vencendo o primeiro set com certa tranquilidade. Porém, essa derrota no primeiro set fez com que a tricampeã Walsh viesse com tudo para os sets seguintes. As americanas não deram chances para as brasileiras se recuperarem na partida e venceram por 2 a 1. 

(Foto: Toni Gentile/Reuters)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Finalistas!

Quem viu o desempenho da seleção masculina de futebol no começo dos jogos jamais imaginaria que eles poderiam chegar a final. Com um inicio irregular, com um futebol que não empolgava a torcida, os brasileiros foram para o último jogo da primeira fase precisando vencer para classificar. E eles conseguiram, pois passaram a imprimir um futebol melhor, com muito toque de bola.
Chegaram nas quartas e passaram sem grandes problemas pela Colômbia. 
Hoje jogaram, pela primeira vez, no Rio de Janeiro, em partida valida pela semifinal. Os adversários eram os hondurenhos, que haviam eliminado a Argentina ainda na fase de grupos. Eles vieram para a partida com boas credencias, por ser um time rápido no ataque.
Porém, Neymar e companhia vieram com força total para o jogo, determinados a vencer e se tornar um finalista. Eles não deram chances nenhuma para que a equipe hondurenha colocasse suas estratégias em prática na partida. Com 14 segundos de jogo, Neymar pressionou o goleiro, roubou a bola e fez o primeiro gol dele, e do Brasil, no jogo.
Mesmo com o gol o Brasil não parou de atacar, pressionando o adversário, e ainda no primeiro tempo marcou mais duas vezes com Gabriel Jesus, e foram para o intervalo com 3 a 0 no placar.
Quem achou que o Brasil iria vir mais acomodado para o segundo tempo já que estava com o uma grande vantagem no placar se enganou. Os brasileiros continuaram pressionando, impondo seu volume de jogo. Por isso, ainda no começo do segundo tempo Marquinhos marcou o quarto gol do Brasil na partida. 
Com o placar contra Honduras resolveu se arriscar mais no ataque, chegando duas vezes com perigo, mas nas duas vezes Weverton estava bem colocado para fazer a defesa. Essas tentativas de ataque hondurenho abriu espaço para os rápidos atacantes brasileiros contra atacarem. Em um desse contra ataques Luan marcou o quinto gol brasileiro. 
E, nos acréscimos do arbitro, Neymar ainda teve a chance de marcar, de pênalti, seu segundo gol e o sexto do Brasil. Placar final 6 a 0, Brasil classificado para a final. Agora eles esperam o vencedor do jogo entre Alemanha e Nigéria, para quem sabe, enfim, ganhar a primeira medalha de ouro do País na modalidade.

(Foto: Agência Reuters)

Fim de Olimpíadas para o handebol brasileiro

O Brasil entrou para disputar o jogo da quartas de final sabendo que seria muito complicado vencer a partida, mas isso não impediu que os brasileiros entrassem em quadra determinados a fazer uma bela apresentação. Os franceses são os atuais bi campeões olímpicos, penta campeões mundiais, tem diversos títulos individuais com seus atletas. 
Os brasileiros já estavam fazendo história nesses jogos só pelo fato de terem se classificado pela primeira vez para as quartas de final.
Quem via essas duas equipes já imaginava que viria uma vitória fácil dos franceses. Quem não assistiu ao jogo e só viu o placar final de 34 a 27, teve a certeza de que a França passeou em quadra. Mas quem esteve na Arena do Futuro hoje, ou assistiu pela televisão tem uma opinião bem diferente.
Os brasileiros pressionaram os franceses durante 45 minutos de jogo, fizeram um jogo equilibrado, conseguiram estar a frente do placar algumas vezes durante esse tempo. 
Os franceses só foram conseguir abrir vantagem no placar depois dos 15 minutos do segundo tempo, eles começaram a usar sua maior experiencia em jogos decisivos. Os brasileiros começaram a errar ataques, relaxaram um pouco na defesa. A falta de experiencia nesse tipo de jogo pesou contra os brasileiros.
Mesmo com a grande diferença no placar foi um jogo difícil para a França, uma prova disso foi a comemoração deles no final da partida. Eles não imaginaram ter tanta dificuldade contra um País sem expressividade no meio. 
O jeito que o Brasil atuou hoje, e em toda a competição, mostra que essa equipe jovem já evoluiu e ainda vai evoluir muito e chegará ainda melhor nos próximos jogos.

(Foto: Reuters/Chris Helgren)

Brasil na final!

As americanas Walsh e Ross eram as favoritas para a medalha de ouro. E elas vieram para o Brasil com a certeza de que seriam as campeãs, que ninguém venceria delas. Jogaram a competição inteira em um horário favorável para elas, onde não enfrentariam o sol e o calor carioca, fora que estariam jogando dentro de um fuso horário bom para elas. 
As brasileiras não tinham favoritismo nenhum, jogaram o tempo todo sem cobranças pelo titulo. Não tiveram vantagem nenhuma nos horários dos jogos. Ágatha e Bárbara disputaram partidas em todos os horários. Enfrentaram o sol, o calor, chuva, tudo. 
As duas duplas se encontraram hoje para a disputa de uma vaga para a final. O jogo era no horário favorito das americanas. E, por acaso, foi o único horário em que as brasileiras ainda não tinham jogado.
As brasileiras entraram sabendo que tinham que jogar tudo o que sabiam para ganhar de uma tri campeã olímpica. O grande trunfo das brasileiras foi colocar um saque forçado o tempo todo sobre a atleta mais alta, que teria mais dificuldade em se deslocar para fazer um passe perfeito. Além disso, elas teriam que defender muito, bloquear muito. 
Ágatha e Bárbara conseguiram colocar toda a estratégia em quadra desde o primeiro ponto, do primeiro set. Elas fizeram com que as favoritas americanas não conseguissem jogar confortáveis desde o principio. Perceberam que, por mais que a Ross defendesse bem bolas fortes, as bolas mais curtas, as largadas ela não conseguiria chegar, e se chegasse a Walsh é muito alta para correr atrás da bola. Mesmo assim o jogo foi cheio de ralis, porém a maioria deles foi vencido pelas brasileiras. E com as parciais de 22 a 20, 21 a 18, as brasileiras ganharam o jogo por 2 a 0, e enfrentam as alemãs amanhã na final do torneio. Por chegarem a final elas já garantiram, no mínimo, a medalha de prata.

(Foto: Reuters)

Com as medalhas entregues hoje o quadro ficou da seguinte forma:





Fim do sonho do tri...

As brasileiras do vôlei de quadra vieram para essa Olimpíada com o sonho de conquistar o tri campeonato de forma consecutiva. Elas começaram o campeonato muito bem, ganharam todas as partidas sem perder um set sequer. Se classificaram para as quartas de final em primeiro lugar no grupo, por isso pegaram a última classificada do outro grupo, no caso as chinesas. 
Ao contrário das brasileiras as chinesas começaram mal o campeonato. Por ser uma equipe com uma média de idade baixa elas sentiram a pressão e não conseguiram encontrar seu estilo de jogo.
Com todos esses fatores, tudo indicava que as brasileiras conseguiriam passar com certa facilidade pelas chinesas. Isso tudo se confirmou logo no primeiro set. As brasileiras começaram com tudo, colocando toda a pressão para cima das, em tese, novatas chinesas. Essa pressão toda fez com que a técnica precisasse mexer no time inteiro, tirar jogadoras das suas posições, para tentar achar uma solução. Mas, para o primeiro set não deu tempo, as brasileiras fecharam o set com uma larga vantagem, 25 a 14.
Se não deu tempo para arrumar a equipe no primeiro set, a partir do segundo deu. As chinesas começaram a achar o tempo da defesa dos ataques brasileiros. Acharam o saque certo para quebrar a linha de passe das brasileiras. Enfim, começaram a acertar tudo e fecharam os dois sets seguintes. 
Pressionadas, as brasileiras precisavam jogar tudo o que sabiam para conseguir empatar o jogo. E conseguiram, em um set bastante equilibrado. Veio o set decisivo e a tensão de ser um set decisivo tomou conta das duas equipes. Foram erros consecutivos de ambos os lados. Porém, em mais uma jogada de mestre da técnica chinesa, ela mexeu novamente na equipe e isso atrapalho as brasileiras. E em erros seguidos de saque das brasileiras as chinesas abriram vantagem no final do set, não dando tempo para as brasileiras buscarem o placar mais uma vez. Fim de jogo, brasileiras eliminadas dos Jogos Rio 2016. 

(Foto: Agência EFE)

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ouro histórico!

Robson Conceição entrou no ringue hoje com a oportunidade de fazer história. Nunca antes um brasileiro havia conquistado uma medalha de ouro no boxe.
Depois de ter ganho do cubano, multi campeão, Robson chegou a final com ótimas credenciais. Ele usou a tranquilidade e paciência que marcaram toda a sua trajetória nessas Olimpíadas.
Robson entrou com muita vontade para a luta que poderia mudar a história do boxe brasileiro em jogos olímpicos. Round após round o brasileiro foi impondo seu ritmo sem dar chances para o francês. Após o primeiro round ter sido vencido pelo o brasileiro, o francês teve que abrir a guarda, ir para o ataque atrás da virada.
Mas, com o Riocentro lotado incentivado o brasileiro, Robson teve mais força e seguiu firme e concentrado na luta. Ele não deu chances para o francês. E por decisão unânime dos árbitros Robson venceu e entrou para a história, sendo o primeiro brasileiro a faturar um ouro em uma Olimpíada.

(Foto: Reuters/Peter Cziborra)

No mínimo a prata....

Brasil e Holanda se enfrentaram por uma vaga na final no vôlei de praia masculino. Bruno e Alison encararam Brouwer e Meeuwsen em um jogo dramático. 
O jogo foi equilibrado desde o principio, mas Alison deu um jeito para desequilibrar o primeiro set. Ele foi bloqueando, uma bola depois da outra. As que ele não bloqueava, seu parceiro Bruno ia defendendo as bolas no fundo de quadra, fazendo jus a seu titulo de melhor do mundo em 2015. Com toda essa pressão sob os holandeses fizeram com que eles passassem a errar saques e ataques. Com isso os brasileiros conseguiram fechar o primeiro set.
O segundo parecia que ia pelo mesmo caminho. Com um inicio equilibrado, e com os brasileiros abrindo um vantagem próximo ao final do set. Os brasileiros tiveram três chances para fechar o jogo, mas dessa vez foram os holandeses que acharam o momento certo para bloquear Alison seguidas vezes. Em um ace os holandeses empataram a partida. 
O terceiro set começou diferente. Os holandeses empolgados com a vitória de virada no set anterior abriram uma boa vantagem. Mas os brasileiros, raçudos como sempre, buscaram o placar e viraram o set. 
Mas como emoção pouca é bobagem, o set seguiu empatado até o final. Foi ai que Bruno fez jus a seu titulo mais uma vez. Ele fez uma ótima defesa e no contra ataque jogou a bola no bloqueio para decretar a vitória brasileira. Brasil 2 a 1, classificados para a final. Com essa classificação os brasileiros garantiram no mínimo a prata. Agora eles esperam o vencedor de Rússia e Itália.

(Foto: Andrees Latif/Reuters)

Sem final brasileira na praia..

As brasileiras Larissa e Talita tentaram de todas as formas chegar nessa final, mas não foi dessa vez. Elas estavam invictas até o jogo de hoje contra as alemãs. Foi um jogo totalmente atípico, onde uma defensora consegue marcar 14 pontos no ataque. 
O jogo começou como todos imaginavam, equilibrado com uma troca de pontos entre ambas as equipes. As brasileiras conseguiram até ter uma pequena vantagem na metade do primeiro set, mas as alemãs foram buscar o placar, conseguindo fechar o primeiro set.
Já o segundo set foi inesperado. A alemã Ludwig começou a defender todos os ataques das brasileiras, e depois conseguia pontuar no contra ataque. As brasileiras que sempre se destacaram por bloquear e defender bem, não conseguiram fazer isso. Elas saíram de quadra sem fazer um ponto de bloqueio sequer.  Tudo nesse segundo set foi diferente, inclusive o placar. As alemãs fecharam o segundo set com um incrível 21 a 12. Dois sets a zero para a dupla alemã, que agora disputarão a final. 
Para as brasileiras o que restou foi lutar pelo bronze amanhã. O Brasil ainda tem chance de colocar uma dupla na final feminina. Ágatha e Bárbara ainda jogam hoje contra as atuais campeãs Walsh e Ross. Independente do resultado desse jogo o Brasil já possuiu uma medalha, pois se Ágatha e Bárbara não chegarem a final elas disputaram com a outra equipe brasileira o bronze. Se vencerem já terão conquistado no mínimo a prata. 

(Foto: Reuters)

Mais uma vez o quase...

As meninas do futebol encantaram, conquistaram todo o Brasil com o seu jeito de jogar, sempre buscando o ataque, o gol. Marta, Cristiane e companhia cativaram a todos. Muitas vezes foram mais elogiadas do que a seleção masculina. O povo abraçou todas elas e o sonho da inédita medalha de ouro, que muitas vezes bateu na trave.
Assim como no jogo contra a Austrália, o Brasil foi superior no ataque, o jogo inteiro. Mas, diferente do que foi na fase de grupos, onde as brasileiras golearam, dessa vez elas não conseguiram. As suecas vieram diferentes do primeiro jogo. Elas aprenderam que era preciso se defender para não perder da mesma forma da partida anterior. A técnica sueca, bicampeã olímpica, mudou o esquema tático de sua equipe colocando, praticamente, todas as atletas no campo de defesa.
As brasileiras tentaram bastante achar um gol durante o tempo regulamentar, mas as tentativas paravam na defesa sueca, as poucas vezes que passaram pararam na goleira. As suecas chegaram poucas vezes, em uma bola estourada que sobrava no ataque. 
O jogo ficou assim durante os 120 minutos de bola rolando. Ambas equipes foram para mais uma disputa de pênaltis. Diferente do outro jogo Marta começou batendo e marcou o dela. A sueca marcou o dela também. Foi a vez da artilheira Cristiane bater e a goleira sueca defendeu. Mais uma vez Barbara recolocou a equipe na disputa. As duas equipes foram confirmando suas cobranças até chegar a última batida. Na última cobrança brasileira Andressinha teve sua batida defendida pela goleira sueca. Dessa vez Barbara não conseguiu ajudar o Brasil mais uma vez. Suécia classificada para a final. O Brasil vai disputa a medalha de bronze. 
Mesmo derrotadas a torcida brasileira deu seu show, aplaudindo as meninas no final do jogo. 

(Foto: AFP)



Prata histórica na canoagem

Isaquias Queiroz foi para a água hoje atrás de uma medalha. Ele tinha como seu principal rival o alemão campeão olímpico da prova.
Em uma prova de velocidade a largada era fundamental para uma boa prova. O alemão era o favorito para a prova, por ser um atleta mais experiente que o brasileiro e já ter conquistado esse título. Porém o brasileiro vinha tendo bons resultados e dando trabalho para o alemão em outras competições.
O canoístas brasileiro chegou a dar bastante trabalho no começo da prova, mas com a experiência o alemão conseguiu abrir vantagem sobre o brasileiro. Porém essa disputa com o alemão levou o brasileiro a abrir vantagem para os outros competidores.
Essa vantagem deu tranquilidade para o brasileiro fechar a prova na segunda colocação e conquistar a prata para o Brasil. Essa foi a primeira medalha na modalidade conquistada por um brasileiro.

(Foto: AFP)

Mais uma vez nas quartas...

As brasileiras do handebol entraram em quadra hoje atrás da realização de mais um sonho. Dessa vez, elas queriam buscar uma vaga na semifinal para quem sabe conquistar uma medalha. Porém do outro lado da quadra estava as atuais vice campeãs mumdiais, as holandesas.
Era um jogo onde a defesa era fundamental. Era preciso fechar todos os espaços, pois as holandesas tinham um ataque rápido e eficiente. As brasileiras até começaram bem conseguindo se manter bem na defesa, contando com belas defesas da Babi.
Com o tempo passando as holandesas passaram a encontrar espaços na defesa brasileira, conseguindo boas infiltrações com a pivô. Com essas jogadas elas prenderam a defesa brasileira abrindo espaços para os chutes de longa distância. Para piorar a goleira holandesa estava em um dia inspirado e ia defendendo os ataques brasileiro. Com isso elas conseguiram abrir uma boa vantagem ainda no primeiro tempo. As brasileiras ainda conseguiram encostar no placar no final do primeiro tempo, indo para o intervalo com a desvantagem de um gol no placar.
Veio o segundo tempo e as holandesas vieram com tudo. Elas abriram uma vantagem de três gola ainda nos primeiros minutos. As brasileiras continuaram com dificuldade para realizar seus ataques. Com uma defesa forte e um ataque eficiente as holandesas não deram chances para o Brasil. Placar final 30 a 23. Holanda classificada.

(Foto: Getty Images)

Classificados....

O Brasil entrou em quadra hoje contra a França na disputa pela última vaga do grupo A do vôlei de quadra. Era um jogo de total importância para ambas as equipes. Quem perdesse estava fora dos Jogos. Um dos favoritos a medalha de ouro ficaria fora da disputa muito cedo, ainda na fase de grupos. Isso deixou o jogo, que já era difícil, pior.
Toda essa tensão estava visível no rosto dos jogadores das duas equipes. Não só nos rostos, os erros em excesso do começo do jogo também mostrava isso. A primeira equipe a começar errar menos conseguiria a vitória do primeiro set. 
Com o apoio da torcida os brasileiros conseguiram se encontrar na quadra e fecharam o primeiro set. A vitória fez parecer que os brasileiros relaxaram em quadra. Enquanto isso para os franceses fez efeito contrário. Eles entraram no segundo set ainda mais concentrados, pois eles precisavam muito da vitória no set para não deixar o Brasil mais perto da vaga. E eles conseguiram, jogaram nos erros dos brasileiros e fecharam o set. Com o um a um no placar era como se todos tivessem que voltar ao zero. 
Os brasileiros voltaram com tudo e fecharam o terceiro set. O quarto set era o mais importante para os dois times. Para o Brasil a vitória valia a vaga, já para os franceses era o tudo ou nada, a derrota significava a volta para a casa.
Foi um set emocionante, os dois times se revezavam na liderança do placar. Os franceses conquistaram a vantagem mínima no final do set, porém os brasileiros não desistiram. Foi nessa hora que a torcida fez a diferença. Os brasileiros foram contagiados pela vibração da torcida. Eles jogaram com o erro dos franceses, conseguiram empatar o jogo. e na sequencia virar o placar. No último ponto do jogo os brasileiros sacaram para forçar o erro do adversário. Com um ataque para fora de um dos principais atacantes franceses o Brasil fechou o jogo e se classificaram.

(Foto: Edgard Garrido/Reuters)

Na praia também teve bastante emoção. Era Brasil e Estados Unidos, um clássico das praias. Além disso eram as duas duplas favoritas ao ouro. De um lado Alison e Bruno Schmidt, do outro Dalhausser e Lucena. A sensação de todos era de uma final antecipada. Se a disputa em si já era complicada, imagina com um vento fortíssimo para atrapalhar?
Os brasileiros se adaptaram melhor ao vento no primeiro set e venceram. Mas a dupla americana é experiente e usaram ela para se recuperar no segundo set. Jogo empatado, rumo ao tie-break. Quem se adaptasse mais rápido as condições no momento levaria a partida. 
Os brasileiros se aproveitaram melhor o fato de começar o set no lado melhor. Conseguiram abrir vantagem com ótimos saques. Mesmo com as mudanças de lado eles conseguiram manter a vantagem e conseguiram vencer a partida e se classificar para a semifinal. Eles enfrentaram a dupla holandesa no próximo jogo.

(Foto: Marcio Jose Sanchez/AP)

É de ouro!

O salto com vara masculino era um esporte onde ninguém esperava vir uma medalha, já que nosso atleta tinha um salto que o levava a, no máximo, quarto lugar. Thiago Braz estava motivado a ganhar essa inédita medalha para o Brasil. Para isso ele, praticamente, se isolou do mundo dois meses antes da competição. Thiago vinha em recuperação a algum tempo, pois depois de um tombo feio, onde ele caiu antes do colchão. Por causa dessa queda, ele vinha competindo com medo de saltar uma altura elevada e errar mais uma vez.
Disputando com ele estava o francês, Renaud Levillenie, atual campeão olímpico. Thiago fazia parte dos atletas mais novos dentro da competição, com apenas 22 anos. Porém na noite de hoje ele deixou todos esses traumas de lado e foi com tudo para a prova. 
Para dar mais emoção, pouco tempo depois do inicio da prova uma chuva forte fez com que ela fosse interrompida. Mas isso não atrapalhou o brasileiro. Thiago e o francês foram passando salto a salto, até sobrarem só os dois na disputa. 
Essa batalha durou até chegar aos 6,03 metros. Thiago conseguiu passar na segunda tentativa. O francês errou as duas primeiras tentativas. Na terceira, ele foi para o tudo ou nada e subiu a marca para 6,08. O francês tinha que passar a todo custo. Ele foi para o salto e errou. Era o fim da linha para o campeão olímpico. 
Naquele momento Thiago fazia história. Ele era o novo campeão olímpico e, de quebra, bateu o recorde olímpico da prova. Ouro para Thiago, prata para Renaud e bronze para o americano Sam Kendricks.

(Foto: Reuters)

Essa não foi a única medalha do Brasil no dia de hoje. Pela manhã, Poliana Okimoto levou o bronze nos 10 km da maratona aquática. É a primeira medalha feminina na natação. A medalha veio depois da desclassificação da francesa que havia chegado em segundo lugar. Ela foi desqualificada por causa de uma interferência irregular sobre a italiana na chegada da prova.
Na ginástica artística Arthur Zanetti ficou com a prata nas argolas. Ele foi o último a se apresentar e não conseguiu superar a nota do grego. 


                 (Foto: Getty Images)                               (Foto: Getty Images)

Com esses resultados o quadro de medalha ficou da seguinte forma:



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Dupla vitória sobre a Rússia..

Brasil e Rússia no vôlei feminino de quadra já virou clássico. Quem não lembra de Londres 2012? As brasileiras conseguiram sair de 5 match points contra e ganharam das russas em um jogo que valia o tudo ou nada.
Hoje o jogo não era valendo uma vaga para as semifinais, mas valia a invencibilidade das brasileiras e a classificação em primeira do grupo. Além de tudo valia fugir de um sorte para saber contra quem iria jogar nas quartas de finais.
As brasileiras entraram para vencer, não deram chances para as russas. O primeiro set foi o mais complicado, as russas sacaram sempre na Fernanda Garay. Ela chegou a ceder alguns pontos em erros para as adversárias. Foi ai que a mão do técnico fez a diferença. José Roberto Guimarães, tirou a Fernanda do jogo e colocou a Jaque, especialista na recepção, que resolveu os problemas brasileiros e deu tranquilidade para o ataque funcionar. E quem funcionou muito bem no ataque foi, mais uma vez, a Sheila.
Ela já havia sido o tormento das russas em 2012, e agora ela foi mais uma vez. Pontuou de todos os jeitos, no ataque, no saque, no bloqueio. Final de jogo, mais uma vitória brasileira, mais um 3 a 0. As brasileiras seguem sem perder nenhum set na competição, e nas quartas elas pegam as Chinesas.


(Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

Na praia também teve Brasil e Rússia. Porém, na praia as brasileiras eram as favoritas a vencer o jogo. As russas eram a surpresa da competição. 
Agatha e Barbara começaram o jogo com uma certa dificuldade por não conheceram tanto o estilo de jogo das russas. Essa dificuldade se mostrou no placar onde as russas chegaram a ter dois set points. Mas, as brasileiras, com mais experiencia,conseguiram reverter o quadro e fecharam o primeiro set. 
No segundo as brasileiras, já conhecendo o jogo das russas, dominaram o placar do começo ao fim. Bloquearam, defenderam e atacaram com eficiência, fechando o jogo em 2 a 0. Agora elas pegam as americanas Kerry Walsh e April Ross pelas semifinais.

(Foto: Reuters)

domingo, 14 de agosto de 2016

Dobradinha no pódio!

Hoje foi dia de redenção para o Diego Hypolito. Depois de ser favorito por duas vezes a ser medalhista no solo nas Olimpíadas, Diego finalmente conquistou sua medalha. Por duas vezes ele errou na sua prova, cometendo duas quedas, uma vez sentado e outra de rosto no chão. 
Dessa vez, em casa, ele não era nem cotado a participar de uma final, quem diria chegar ao pódio. Mas ele não era o único brasileiro na final do solo, Arthur Nory, que na classificatória ficou em nono lugar, acabou participando da final substituindo o terceiro japonês que se classificou e não pode competir pela regra da ginástica. Na ginástica artística apenas dois representantes de cada País pode participar da final. 
Os japoneses e americanos eram os favoritos as medalhas, porém não fizeram grandes provas e foram desbancados pelo inglês Max Whitlock, que ficou com o ouro e pelos brasileiros Diego Hypolito e Arthur Nory, que ficaram com a prata e o bronze respectivamente.
Os dois brasileiros fizeram provas impecáveis, acertaram todas as suas chegadas, conseguindo até algumas cravadas, que são as chegadas perfeitas. Depois de executarem suas provas eles tiveram que esperar os dois favoritos ao ouro se apresentarem. 
O primeiro foi o japonês Kenzo Shirai, conhecido como o japonês voador por causa de seus saltos altos, sucumbiu a pressão de uma final olímpica e cometeu alguns erros. Quando a nota dele saiu, uma certeza os brasileiros já tinha, Diego já sabia que tinha conquistado sua primeira medalha olímpica. Para Nory também conseguir a sua, o americano Sam Mikluak não poderia tirar uma nota melhor que a dele.
Mikluak foi para o solo fazer sua apresentação, e logo na primeira acrobacia teve uma chegada ruim, quase caindo sentado. A segunda acrobacia também teve erro na aterrizagem, ele saiu do espaço marcado para a apresentação. 
Fim da apresentação do americano, agora faltava só a nota sair para saber qual seria a posição dos brasileiros. Nory se ajoelhou, e com a cabeça baixa torceu para que a nota do americano fosse menor que a dele. Diego, abraçado com a comissão técnica, torcia também por uma nota baixa de Mikluak. E ela saiu. E era menor que a dos dois brasileiros. O choro tomou conta dos dois atletas e de seus treinadores. A torcida vibrava e gritava o nome dos dois atletas brasileiros.
Chegou a hora do pódio e os dois não continham sua alegria. Nory ria à toa, Diego chorava de alegria. Se o hino não foi tocado pela oficialmente, a torcida deu um jeito nisso. O ginásio inteiro entoou em uma única voz o hino nacional brasileiro, foi a forma deles de homenagiarem os atletas pelo feito.

(Foto: Reuters/Marko Djurica)

Mais uma derrota!

Nessa noite o Maracanazinho assistiu o grande clássico do voleibol masculino, Brasil e Itália. Foi um jogo, como de costume, tenso, disputado. De um lado estavam os italianos, invictos na competição. Do outro o Brasil, que vinha de uma derrota para os Estados Unidos. Para os brasileiros era preciso vencer para encaminhar uma vaga para a próxima fase da competição.
Eles começaram até bem, venceram o primeiro set. No segundo set eles começaram até bem, mas começaram a cometer erros seguidos que deram a vitória para os italianos. No terceiro set foi a mesma coisa, além do fato dos italianos passarem a bloquear e defender muito bem. 
Chegou o quarto set e para o Brasil era o tudo ou nada. Era preciso vencer para se manter vivo no jogo. Porém diferente dos outros sets os italianos entraram com força total. O saque italiano começou a entrar cada vez mais forte e isso fez com que os brasileiros tivessem cada vez mais dificuldades de atacar. Isso transformou o quarto set em um passeio italiano. Mais uma vitória italiana. Mais um 3 a 1 contra o Brasil. 
O próximo jogo do Brasil será contra a França, onde o ambos precisarão da vitória para classificar. 

(Foto: Yves Hernan/Reuters)

Classificados!!

Foi mais um Brasil e Colômbia com cara de Brasil e Colômbia. Se o jogo já é difícil sem ser mata-mata, imagina quando é em um? Era uma partida onde quem perdesse estava eliminado, por isso era preciso jogar tudo o que se sabe e mais um pouco.
Logo que o jogo começou já podia-se ver que o Neymar ia ser caçado em campo. Cada vez que ele pegava na bola eram dois jogadores ou mais a marca-lo. E foi em uma dessas diversas faltas que saiu o primeiro gol do Brasil.
Em uma falta, razoavelmente, perto da área Neymar bateu a falta e marcou. Foi o primeiro gol do Brasil no jogo e o primeiro do Neymar na competição. Talvez esse tenha sido o único bom lance do primeiro tempo. De resto, foram diversas faltas, pode se dizer que foi um show de pancadaria. Os colombianos estavam em campo dispostos a tirar o Neymar do sério, e com isso tira-lo do jogo. Era chute na canela, por trás, empurrão, teve de tudo. 
O jogo voltou no segundo tempo com a Colômbia precisando fazer gols. O técnico colocou o atacante Borja, na tentativa de com mais um atacante o gol saísse. E mais um gol saiu, mas não foi colombiano. Em um contra ataque Luan recebeu de Neymar e, por cobertura, marcou o segundo gol. Final de jogo Brasil 2 a 0, classificados para a semifinal. Os adversários dos brasileiros na semifinal será Honduras, que eliminaram a Coreia.

(Foto: Agência AP)

sábado, 13 de agosto de 2016

Derrotas doídas!

Na Arena Carioca 1 hoje teve um clássico continental no basquete. Brasil e Argentina fizeram um jogo emocionante, tenso, cheio de erros de ambos os times. A Argentina começou melhor o primeiro quarto e conseguiram abrir uma vantagem de 10 pontos. No segundo quarto o Brasil se encontrou na defesa e passou a caprichar no ataque. Com isso eles conseguiram tirar a diferença negativa e ainda conseguiu  abrir uma boa vantagem. O terceiro e quarto quartos foram mais equilibrados, as equipes passaram a errar mais no ataque devido ao cansaço. 
O Brasil teve uma vantagem de três pontos último minuto de jogo. Faltando segundos para acabar o jogo os argentinos conseguiram empatar a partida. O Brasil ainda teve chance de um último ataque que não conseguiu reverter em pontos. 
Foram para a primeira prorrogação e,  mais uma vez, o Brasil teve a chance de ganhar o jogo, porém permitiram que a Argentina empatasse o jogo novamente. Mais uma prorrogação, só que dessa vez foi a Argentina que começou melhor. Eles conseguiram abrir uma vantagem de 6 pontos. 
Com Leandrinho de volta para o jogo, os brasileiros conseguiram diminuir para um ponto e teve a bola na mão para virar o placar. E mais uma vez não conseguiu converter os dois pontos. 
A Argentina conseguiu abrir o placar novamente e fechar o jogo em 111 a 107. Com a derrota, o caminho para a classificação brasileira ficou mais complicada. Será necessário vencer a Nigéria e torcer para uma combinação de resultados para conseguir classificar e fugir do encontro com os Estados Unidos na próxima fase.

(Foto: Reuters)

Na praia Pedro e  Evandro enfrentaram a experiente  dupla russa pelas oitavas de final. A dupla brasileira vinha de uma classificação difícil, enquanto os russos vinham de vitórias. 
Porém o primeiro set fez parecer que toda a dificuldade que os brasileiros haviam enfrentado na primeira fase tinha fortalecido a dupla e, com isso, eles conseguiriam mais uma vitória e a classificação. Só pareceu. Os brasileiros fecharam o primeiro set em 21 a 16 e foram empolgados para o próximo set. Talvez, toda essa empolgação tenha atrapalhado os donos da casa. Eles perderam o segundo set por 21 a 14. 
O Brasil entrou no set decisivo abalados pela derrota no set anterior, já os russo entraram empolgados com a vitória. Essa diferença psicológica foi fundamental para o resultado do jogo. Os russos abriram uma diferença de 5 pontos, que em um set mais curto fica difícil de ser tirada. Mais uma derrota de Pedro e Evandro. Com esse resultado os dois estão eliminados da competição.

(Foto: Agência Reuters)

Classificadas!

No vôlei, o Brasil enfrentou mais uma equipe asiática. Dessa vez as adversaras eram as coreanas. Era mais um jogo onde a paciência para vencer mais uma defesa eficiente era fundamental. 
O Brasil soube usar sua principal vantagem, a altura, para vencer as coreanas. A melhor do mundo até podia ser coreana, mas o grande destaque do jogo foi a brasileira Natália. Ela fez de tudo no jogo, defendeu, sacou, atacou e bloqueou muito bem. 
Com a vitória as brasileiras se mantiveram invictas, e para melhorar elas ainda não perderam nenhum set. Mais um 3 a 0. No próximo jogo o Brasil enfrenta a Rússia em busca de mais uma vitória, que fará elas se classificarem em primeiro do grupo. 

(Foto: Philippe Lopez/AFP)

Quem foi ao Mineirão na noite de ontem assistiu um jogo duro, brigado, do começo ao fim. Brasil e Austrália entraram em campo para um jogo de vida ou morte. Quem vencesse estaria classificado para a semifinal, quem perdesse estaria fora da competição.
O jogo era tenso, as australianas vieram marcando forte e esperando uma bola no contra ataque para fazer o gol que as classificariam. O Brasil, sem a Cristiane, parecia ter perdido aquele poder no ataque dos dois primeiros jogos.
O tempo foi passando, o desgaste físico foi crescendo, com isso os espaços em campo foram surgindo. No segundo tempo o Brasil conseguiu chegar mais ao ataque, a velocidade da Andressa Alves começou a aparecer sobre a defesa australiana. As chances de gol começaram a aparecer, mas aquele último toque na bola para ela entrar não saia certo.
O jogo foi para a prorrogação e o placar continuou sem alterações. A decisão foi para os pênaltis. O Brasil começou batendo as penalidades. As quatro primeiras cobranças foram convertidas por ambas as equipes. Chegou a vez de Marta, a craque do time brasileiro, bater. Ela cobrou e a goleira australiana pegou. Seria Marta a algoz do time brasileiro que encantou a torcida? Não foi. A goleira Barbara defendeu a última cobrança das australianas. Fomos para as cobranças alternada, onde quem perdesse estaria fora. Foi ai que Barbara apareceu outra vez. Depois que Tamires bateu e colocou o Brasil a frente, Barbara pulou para o canto certo e pegou o pênalti. Brasil classificado para as semifinais. Elas enfrentaram a Suécia.

(Foto: Agência AP)

Depois do dia de hoje o quadro de medalhas ficou assim:




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

É bronze!

O judô brasileiro conquistou mais uma medalha para o Brasil, no último dia de disputas. Rafael Silva, o Baby, conquistou sua segunda medalha de bronze seguida. Rafael conquistou o primeiro bronze em Londres 2012. 
Quem conhecia um pouco de judô sabia que ele conquistaria uma medalha nesses jogos do Rio, só não sabiam a cor dela. O único problema de Rafael era que ele encontraria com Teddy Riner, o francês multi campeão e favorito ao ouro, nas quartas.
Rafael começou bem o torneio, venceu suas duas primeiras lutas sem problemas, com dois Ippons, o golpe perfeito. Foi ai que o que todos imaginavam aconteceu, Baby encarou o favoritíssimo francês nas quartas. Rafael acabou derrotado e teria poucas horas para se recuperar para a luta da repescagem. 
Na repescagem Baby encarou um holandês e saiu vitorioso do embate. Agora só bastava uma luta para a conquista de mais uma medalha de bronze. Na disputa do bronze, Rafael encarou o experiente uzbeque. 
Baby foi inteligente, forçou duas punições e ainda conquistou um Yuko, pontuação minima. Vitória garantida e mais um bronze conquistado.

(Foto: Murad Sezer/Reuters)

Classificadas!

Larissa e Talita entraram em quadra hoje atrás de uma vaga para as quartas de final. Elas enfrentaram a dupla alemã Borger e Buthe. 
As brasileiras são as favoritas a medalha de ouro, e elas se colocaram em quadra como tal. As alemãs até conseguiram dificultar o caminho das brasileiras rumo a essa vitória. As duas foram a dupla que mais pontuou em um único set contra a dupla brasileira. 
Porém isso não foi o suficiente, as donas da casa conseguiram mais uma vitória por 2 a 0. Larissa e Talita seguem sem perder nenhum set na competição. Elas estão classificadas para as quartas de final.

(Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)

Bye Bye, Hope!

As americanas do futebol feminino chegaram ao Rio de Janeiro favoritas a medalha de ouro. Começaram a competição jogando como tal, mas não conseguiram manter esse estilo de jogo até o final. 
Parece que a pressão feita pela torcida, sobre a goleira Hope Solo, em resposta a uma foto que ela postou em suas redes sociais, surtiu efeito com o passar dos jogos. No último jogo ela  falhou duas vezes. Essa falha da principal atleta da equipe americana abalou todo o time. 
Elas eram as favoritas no jogo de hoje contra a Suécia, mas não conseguiram impor seu jogo. As americanas tiveram que correr atrás do placar, já que as suecas saíram na frente. 
O tempo regulamentar acabou com o placar empatado em 1 a 1. O jogo foi para os pênaltis, e lá as suecas fizeram o que ninguém esperava, eliminou as favoritas. Com a vitória, as suecas já estão na semifinal. É a primeira vez que os Estados Unidos voltarão para a casa sem medalha nenhuma no futebol feminino desde que o esporte entrou nas Olimpíadas.

(Foto: Getty Images)