segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Chegamos ao final

(Foto: Reuters)

Na noite de ontem, 21, o mundo assistiu a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Mais uma vez os brasileiros mostraram que sabem muito bem fazer um festa. 
Uma grande queima de fogos deu inicio a essa festa. Se a abertura o tema central era a flora brasileira, no encerramento foi a vez da nossa fauna, que foi representada por milhares de araras. Essas araras formara diversos cartões postais do Rio de Janeiro, como os arcos da Lapa e seu bondinho, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor. Elas também formaram o símbolo desses Jogos e os Arcos Olímpicos. 

(Foto: Reprodução/Twitter)

Foi a vez da nossa música fazer parte dessa festa. Martinho da Vila, acompanhado de três de suas filhas e uma neta, cantou alguns sambas. Na sequencia, ao som de atabaques 27 crianças cantaram o Hino Nacional. Essas crianças formaram as estrelas da nossa bandeira, que representam os 26 estados e o Distrito Federal, que apareceu no telão colocado no gramado do Maracanã. A bandeira hasteada foi entregue por Maria Esther Bueno, tenista diversas vezes campeã de grand slams.
Até Carmen Miranda veio participar dessa festa. Representada por Roberta Sá, que cantou em dueto com a verdadeira Carmen Miranda, deu inicio a entrada dos atletas. Primeiro vieram as bandeiras, tendo atletas como porta bandeira. Carregando a bandeira do Brasil veio Izaquias Queiros. Durante esse desfile dos heróis olímpicos outros ritmos nacionais tocaram. Um exemplo disso é o frevo. 
Depois veio o lançamento do canal olímpico. Esse canal é uma plataforma digital que vai servir de aproximação do povo com os diversos atletas e esportes.
Depois voltamos a parte artística. Com muita música e dança. Tivemos uma representação da cultura nacional através das rendeiras. Um exemplo foi o forró, ao som de Asa Branca, dançado por diversos bonecos de barro típicos do nordeste. 
Chegou ao momento protocolar onde o governador Eduardo Paes passou a brandeira olímpica para o presidente do COI Thomas Bach, que por sua vez passou para a governadora de Tóquio. 
Foi a vez da cidade japonesa mostrar o que veremos daqui a quatro anos. Em um vídeo com imagens da cidade o primeiro ministro aparece a caminho do Rio. Com medo de chegar atrasado ele pede ajuda do Mario Broz. O boneco do vídeo game entra em um cano, assim como no jogo, e aparece no centro do Maracanã. Mas quem aparece ali é o primeiro ministro. A partir daí vem um show de tecnologia convidando a todos para irem para Tóquio daqui a quatro anos.
Esse momento foi encerrado pelos discursos de Nuzman e Bach. O presidente do COI encerrou oficialmente os Jogos. Ele ouviu da arquibancada um sonora "Aahh", lamentando o final dessas semanas maravilhosas.
Tudo acontecia debaixo de chuva, e foi essa chuva, dessa vez cenográfica, que apagou a Pira Olímpica, como se a cidade do Rio tivesse chorando pelo fim dos Jogos.
E como tudo aqui no Brasil acaba em festa, acaba em samba, foi assim que a cerimônia se encerrou. Uma escola de samba invadiu o gramado. Com direito a ala das baianas, carro-alegórico, porta-bandeira e mestre sala e uma bateria cantaram diversas marchinhas carioca. Teve também a atriz Leandra Leal carregando o estandarte do cordão da Bola Preta, um dos mais tradicionais blocos de carnaval de rua carioca.
Izabel Goulart veio como rainha de bateria, mostrando toda a beleza da mulher brasileira, acompanhada pelo Sorriso, gari que ficou famoso ao sambar enquanto limpava a passarela do entre as escolas. 
E tudo acabou em festa, com todos os atletas dançando juntos. Final de festa, final das Olimpíadas. Sem dúvidas o Brasil mostrou que sabe fazer uma festa, e a partir de agora a história das Olimpíadas será contada pelo antes e depois do Jogos Rio 2016. 
Agora nos cabe esperar 2020 e os Jogos de Tóquio.

(Foto: Pascal Le Segretain/Getty Images)

domingo, 21 de agosto de 2016

De volta ao topo do pódio!

Foram duas Olimpíadas seguidas batendo na trave do título. Duas derrotas amargas, doídas para todos os atletas que delas participaram, para os torcedores também. A última vez que os brasileiros ganharam uma medalha de ouro no voleibol masculino foi em 2004, contra Itália.
O jogo de hoje era contra a essa mesma equipe italiana. Porém, dos atletas brasileiros em quadra hoje apenas o líbero Serginho estava naquela final de 2004. Dos 12 jogadores do Brasil,  só ele já tinha sentido o gosto de ser campeão olímpico. 
A equipe brasileira vinha fazendo finais de diversos campeonatos seguidos, e sempre ficando no quase. Dessa vez,  eles queriam mais do que nunca essa medalha. Era em casa, com toda a torcida ao seu lado, apoiando eles em cada ponto.
De um lado tinha Zaytsev, do outro Wallace, o brasileiro é o maior pontuador do campeonato. Embora o Brasil tivesse o seu oposto voando em quadra, seus dois ponteiros, Lucarelli e Lipe, vinham para a quadra no sacrifício. Ambos estavam contundidos. Sabendo disso Bruninho foi esperto, sabia que o Lucarelli não poderia atacar todas as bolas, só colocou ele em situação de pontuar, o mesmo com o Lipe. 
Podemos dizer que o primeiro set foi o mais tranquilo, mesmo tendo começado atrás no placar o Brasil foi em busca da virada e conseguiu. E em um erro de saque do oposto italiano, o Brasil fechou o set. 
O segundo set foi ainda mais equilibrado, mais apertado. O set foi seguindo empatado até o final do set. Os italianos tiveram a chance de fechar o set, empatando o jogo. Mas os brasileiros queriam muito a vitória. Eles foram buscar o placar. E em um ace de Mauricio Souza o Brasil fechou o segundo set, abrindo dois a zero no jogo.
Veio o terceiro set, era o tudo ou nada para os italianos. Eles vieram forçando o saque, buscando pontuar em todas as bolas. Os brasileiros queriam acabar o jogo naquele set. O jogo era disputado ponto a ponto. Todos os jogadores que estavam naquela quadra estavam dando tudo de si. Para ficar mais tenso ainda o jogo para os donos da casa, Lucarelli voltou a sentir fortes dores que o impediam de continuar em quadra. De um lado era bola para o Zaytsev pontuar, do outro era Wallace o pontuador. 
E o último ponto veio de mais uma jogada com o oposto italiano. Mas dessa vez ele não conseguiu ser eficiente. Em um bloqueio duplo de Lipe e Lucão, o Brasil fechou o jogo. 3 a 0 Brasil tri campeão olímpico.
E o choro tomou conta de todos os atletas brasileiros. O mais emocionado com a vitória era Serginho, pois aquele era seu último jogo pela seleção em uma Olimpíada. O pódio ficou assim, ouro para o Brasil, prata para a Itália e bronze para os Estados Unidos.
E para comemorar a medalha, no comando do Serginho, veio o tradicional peixinho da vitória.

(Foto: Getty Images)

sábado, 20 de agosto de 2016

Enfim...o ouro!

Quem viu o começo da campanha da seleção masculina de futebol nesses Jogos Olímpicos não apostaria em uma medalha de ouro. Podíamos não apostar, mas como brasileiro todos torceram para que ela viesse. Ela não apagaria o que aconteceu na Copa em 2014, porém ajudaria as pessoas a acreditar que se possa existir um futuro melhor para o futebol brasileiro.
O time do Brasil foi duramente criticado pela imprensa e pela torcida, uma crítica merecida já que não vinham tendo boas atuações. Parece que essas críticas surtiram efeito, os jogadores passaram a jogar melhor, e essa melhora passou a surtir efeito dentro de campo, as vitórias começaram a acontecer.
Eles foram vencendo, e passando jogo a jogo até chegar a final. Do outro lado os alemães vinham fazendo uma campanha incrível, como já era de se esperar. Se tornaram a equipe com melhor ataque, tudo bem que 10 desses gols vieram contra a frágil equipe de Fiji.
E essas duas equipes tinham que se reencontrar aqui no Brasil. Da outra vez deu Alemanha, naquele fatídico 7 a 1. Uma vitória nessas Olimpíadas não apagaria aquele resultado, mas que todos aqueles que estavam no Maracanã queriam muito ela. 
Uma certeza todos nós já tínhamos, teríamos um campeão inédito já que nem o Brasil, nem a Alemanha nunca ganharam uma medalha de ouro em Olimpíada.
Diferente do último jogo, o Brasil começou melhor, apertava o time alemão em seu campo de defesa. Mas o primeiro susto veio dos alemães, que acertaram uma bola no travessão do gol brasileiro. No entanto, o primeiro gol do jogo foi verde e amarelo. Em uma cobrança quase perfeita de Neymar, o Brasil abriu o placar. Neymar, em sua comemoração, batia no peito e gritava "eu tô aqui". Realmente ele estava ali, no outro encontro ele não estava em campo, pois tinha se machucado. 
O Brasil foi melhor durante o primeiro tempo inteiro. O segundo tempo veio, e os alemães passaram a marcar no campo de ataque deles, pressionando a defesa brasileira. Nessa insistência eles conseguiram empatar o jogo. Depois disso, o jogo ficou tenso, parecia que nenhuma das duas equipes queria arriscar demais, e acabar perdendo a partida. O empate permaneceu durante todo o resto do segundo tempo. Veio a prorrogação, e a mesma tensão permaneceu nos primeiros 15 minutos, ninguém querendo atacar para não correr o risco de perder. Vieram os últimos 15 minutos, e os alemães levaram um susto. Os brasileiros vieram contudo para o ataque, para decidir logo o jogo. Mas sempre que tentavam esbarrava na firme defesa alemã. Fim da prorrogação e o placar não se alterou. Tudo seria decidido nos pênaltis. 
As primeiras quatro cobranças de cada time foram convertidas. Chegamos a última cobrança alemã, Weverton já havia chegado perto de defender duas cobranças. Mas dessa vez ele não chegou perto, ele conseguiu. Weverton defendeu a última cobrança, fez o papel dele, agora cabia a Neymar marcar o gol da medalha de ouro. Ele foi lá, com dores pois sofria de caimbra na perna, um beijo na bola antes de coloca-la com carinho na marca. Ele bateu, bola para um lado goleiro para o outro. Gol do Brasil, gol da medalha de ouro. E o templo do futebol viu, enfim, a conquista do único título que o Brasil não tinha no futebol.

(Foto: Reuters)

Quarta final seguida!

Era uma reedição da última final olímpica. Brasil e Rússia, um clássico de duas escolas diferentes do voleibol. A Rússia é o país das bolas altas na ponta, bloqueio enorme, saques potentes, mas com uma recepção e defesa frágil. Já o Brasil vem com as jogadas rápidas no ataque, com defesa e recepção eficientes, bloqueio rápido e eficaz.
Na última vez que essas duas equipes se encontraram em uma Olimpíada, na final em Londres, o Brasil teve quatro chances de fechar o jogo, mas em uma jogada de mestre do técnico russo, colocando seu central Muserskiy na posição de oposto, viraram a partida e levaram o ouro.
Dessa vez era uma semifinal, na casa dos brasileiros, e o carrasco dos donos da casa não estava participando dos Jogos. A torcida brasileira queria essa vitória, mas sem dúvidas, os atletas queriam ganhar essa revanche olímpica.
O jogo começou equilibrado, como já era esperado por todos. Mas, os brasileiros estavam muito focados atrás dessa vitória. Com uma distribuição brilhante de Bruninho, Wallace inspirado e Lucarelli e Lipe defendendo e sacando muito bem, o Brasil chegou a vitória do primeiro set com certa facilidade. 
O segundo set começou um pouco mais complicado para os brasileiros, porém foi a vez dos centrais começarem a pontuar e ajudar o Brasil a abrir vantagem no jogo. No terceiro set, os donos da casa deram show de vôlei. Mesmo machucados, Lipe e Lucarelli defendiam quase tudo no fundo de quadra, e quando atacavam usavam a inteligencia para fugir do poderoso bloqueio russo.
Os brasileiros foram abrindo pouco a pouco o placar, chegando ao match point com 7 pontos de vantagem. O ponto começou no saque do nome do jogo pelo lado brasileiro, Wallace, a bola voltou sem problemas para a quadra brasileira. E se o ponto começou com Wallace, nada mais justo do que acabar com ele. Ponto do oposto, fim do jogo, vitória brasileira. Brasil na quarta final consecutiva. Os adversários dessa vez serão os italianos. Os italianos eliminaram os americanos, de virada, por 3 a 2. Essa final será uma reedição da final de Atenas 2004, onde os brasileiros saíram campeões.

(Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Depois das disputas de hoje o quadro de medalhas ficou da seguinte forma:


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Copacabana de ouro!

Superação! Essa palavra define a campanha rumo ao titulo olímpico de Bruno e Alison. Campanha essa de superação que começou antes dos Jogos. Nos últimos anos, Alison passou por duas cirurgias, uma no pé e a outra no joelho.Mas, mesmo assim ele e seu parceiro Bruno correram atrás e conseguiram a vaga para disputar essas Olimpíadas. 
Se não bastasse tudo isso, em um jogo da primeira fase Alison voltou a sofrer. Na disputa contra os italianos, ele torceu o tornozelo em uma disputa na rede, teve que sair por cinco minutos, mas, na base do sacrifício ele voltou e continuou no jogo e nas Olimpíadas.
O susto serviu para unir e fortificar ainda mais a dupla brasileira que seguiu forte nos Jogos. Passaram por duplas experientes como Lucena e Dalhousser. Superaram o sol, o calor, ventos fortes, e tudo mais. 
Chegaram na tão sonhada final. Para o Bruno era sua primeira, já que ele estava em sua primeira Olimpíada. Já o Alison faria sua segunda final, de forma consecutiva.
Os adversários dessa final eram Lupo e Nicolai, uma dupla italiana que surpreendeu a todos com o fato de terem chegado a final já que vinham de uma repescagem, mas eles são os atuais campeões europeus tinham bola para chegar lá.
O jogo já seria complicado por si só, mas a chuva veio para complicar ainda mais ele. Os italianos vieram com tudo no começo. Sacando em cima do novato Bruno, que pelo nervosismo não conseguia fazer o que sabia, conseguiram abrir uma vantagem de 5 a 1. Aos poucos, ponto a ponto, os brasileiros foram se encontrando no jogo, até conseguirem virar o placar. Os italianos até complicaram um pouco no final do set, mas quem fechou foram os brasileiros.
Lupo e Nicolai vieram para o segundo set tendo que jogar muito, pois era o tudo ou nada. Eles mudaram o saque deles para o Alison. O brasileiro até se complicou um pouco no começo, foi bloqueado por algumas vezes. Foi nessa hora que o novato Bruno entrou em ação. Mudou a altura da bola do ataque do Alison, que voltou a virar bola. Isso empolgou o Alison, que voltou a bloquear, se não bloqueava atrapalhava o ataque italiano.
Bruno voava no fundo de quadra, fazia jus ao apelido de mágico, defendendo todos os tipos de ataque. Nessa parceria incrível, os brasileiros chegaram ao match point. Se tinha alguém que merecia fazer esse último ponto era o Alison. E foi dele o ponto, em mais um bloqueio no jogo. Brasil campeão olímpico dos Jogos Rio 2016. A prata ficou com os italianos Lupo e Nicolai e o bronze ficou com a dupla da Holanda.

(Foto: Agência AP)

Com as finais de hoje o quadro de medalhas ficou da seguinte maneira:



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Mar dourado!

Se desde 1996, com Robert Scheidt, o Brasil não saia de uma Olimpíada sem uma medalha, não seria em casa que isso aconteceria. A vela sempre foi um esporte que trouxe diversas medalhas olímpicas para o Brasil. Nos jogos do Rio 2016, ela custou a sair. Foi preciso esperar até o último dia, a última prova para ela vir. E ela veio pelas mãos de um membro da tradicional família Grael, veio com Martine Grael e sua parceira Kahena Kunze, que fizeram valer o fator casa.
Elas chegaram para a última regata, a Medal Race, competindo com mais três outras duplas por um lugar ao pódio. Das quatro só as brasileiras e a dupla da Nova Zelândia vinham fazendo uma boa regata e brigavam pelo ouro.
As neozelandesas ficaram mais da metade da prova na frente. Em uma decisão ousada, as brasileiras fizeram um contorno na boia oposta das suas adversárias, na penúltima volta. Essa estratégia surtiu efeito favorável para as brasileiras, elas chegaram a frente das neozelandesas para a última volta na boia e tomaram a liderança da regata. 
Para mostrar o quanto essa competição era disputada, a chegada foi extremamente apertada. As neozelandesas foram tirando a diferença das brasileiras pouco a pouco. Por mais que elas tenham tentado não deu tempo. As brasileiras conseguiram atravessar a linha de chegada com 2 segundos de vantagem para as segundas colocadas. 
Fim da regata, ouro para o Brasil, festa no mar da raia do Pão de Açúcar, festa brasileira no quintal de casa. A prata ficou com a dupla da Nova Zelândia e o bronze com as dinamarquesas.

(Foto: Reuters/Benoit Tessier)

Chegamos na semifinal!

Tensão, garra, força de vontade, sacrifício, muita disputa, e claro um pouco de provocação. São todos esses os ingredientes que formam um Brasil e Argentina. Não importa a modalidade, quando acontece esse clássico sempre tem rivalidade.
Dessa vez o encontro foi no Maracanazinho, nas quartas de final das Olimpíadas. Se um jogo desse já é dramático, imagina quando a vitória é fundamental, pois quem perdesse estava eliminado. Contra os brasileiros ainda tinha o histórico negativo, a Argentina já havia eliminado o Brasil três vezes em Olimpíadas.
A Argentina vinha de uma primeira fase espetacular, saíram em primeiro de um grupo que tinha Rússia e Polônia. Já o Brasil foi conseguir a classificação só na última rodada em um jogo contra a França. 
Toda a tensão estava aparente no rosto de todos os jogadores. O jogo começou disputado ponto a ponto. Para deixar ainda mais tensa a partida, Lucarelli, um dos principais atacantes brasileiros sentiu uma contusão na coxa e foi obrigado a sair da partida. Mas isso, a principio, não atrapalhou seu colegas. O Brasil conseguiu fechar o primeiro set. 
Essa derrota não abalou os argentinos, pelo contrário, eles vieram embalados. Com essa empolgação os hermanos abriram uma vantagem enorme e fecharam o set empatando o jogo. Veio o terceiro set e quem conseguiu abrir uma boa vantagem foi o Brasil, fechando o set com uma certa tranquilidade.
Chegou o quarto set, o mais tenso de todos. Era o set decisivo, se o Brasil vencesse era o fim do jogo. Essa tensão toda se deixou visível na quantidade erros de ambas as equipes. Os argentinos precisavam vencer, e eles sabiam disso e colocaram tudo o que sabiam em quadra. Os brasileiros queriam acabar logo com o jogo. Essa vontade toda fez com que Lipe sentisse uma contratura muscular nas costas. Mesmo machucado Lucarelli voltou para a quadra para ajudar dentro do que ele conseguia. E ajudou, em uma de suas primeiras participações conseguiu um bloqueio simples pra cima do oposto argentino. 
Quando o Brasil conseguiu abrir uma vantagem mínima no final do set todos acharam que o jogo estava decidido. Porém, os argentinos valentes como de costume conseguiram empatar o jogo em 23 a 23. Foi aí que o torcedor entrou em quadra. Pressionou os argentinos que sentiram e não conseguiram buscar a virada. E foi na mão de Walace, o nome do jogo, atacar a última bola que deu a classificação para o Brasil. 
Nas semifinal eles encontraram a Rússia, algoz da final de 2012.

(Foto: Reuters)