Depois
de um tempo afastada daqui, estou de volta. Tive que me afastar para poder me
focar no final da minha faculdade e no meu tcc. Mas agora formada em jornalismo
voltei para cá, com o intuito de escrever e mostrar a visão de uma mulher sobre
o futebol e outros esportes também, já que ano que vem temos as olimpíadas
acontecendo na nossa casa.
Nesse
meu retorno trago como primeiro texto uma experiência vivida por mim na
sexta-feira, que foi a despedida do Rogério Ceni.
11
de dezembro de 2015, o dia que vai ficar marcado como o fim de uma era no
futebol brasileiro. O dia em que o goleiro artilheiro Rogério Ceni aposentou.
Ali chegava ao fim uma carreira de 25 anos jogada em apenas um time, marcada
por 18 títulos, 131 gols, e o apelido de MITO, dado pelos torcedores do São
Paulo.
O
ultimo jogo foi marcado por uma grande festa, onde o ídolo chamou seus amigos e
parceiros de conquistas. De um lado estava o time campeão mundial em 92 e 93,
do outro o time campeão mundial de 2005, equipe a qual o goleiro era o capitão.
A
alegria e a sensação de saudades tomava conta dos 67 mil presentes lá no
estádio. Era a ultima vez que a torcida estaria assistindo um jogo do seu
grande ídolo. Todos esses sentimentos eram gritados pela torcida através de
musicas que exaltavam o MITO.
Todos
estavam ali para contemplar os últimos minutos do Rogério como jogador e
levaram de brinde a oportunidade de rever antigos ídolos vestindo novamente a
camisa do seu time do coração. Pode ver o Raí quase repetir o gol de falta do
mundial, ver que o Cafú ainda tem o pique pra arrancar do campo de defesa e
fazer o gol. Mas quem esteve lá naquele estádio pode ver uma coisa única, o
MITO realizando o seu sonho de jogar na linha.
No
intervalo do jogo Rogério foi contemplado por prêmios entregues como uma forma
de agradecimento pelos feitos do goleiro no clube e na seleção brasileira. O
troféu de agradecimento pelos feitos pelo clube foi entregue por um sócio
torcedor, foi uma forma de toda a torcida dizer obrigado por tudo o que o ídolo
representava para todos nós.
A
cereja do jogo foi o gol de pênalti convertido pelo o dono da festa, o gol mais
comemorado ali naquele dia, onde até os “adversários”, inclusive o goleiro que
tomou o gol, fizeram questão de comemorar com o Rogério.
Em
seu discurso final o MITO agradeceu a todos os que estavam lá e os que não
estavam também, foi do fisioterapeuta até o presidente. Fez questão de
enfatizar sua torcida pelo clube dizendo que as quartas feiras do ano que vem
estará lá no estádio torcendo pelos seus ex-companheiros. E finalizou com um
pedido a sua família, quando ele morresse que fosse cremado e que suas cinzas
fossem jogadas no estádio para que ele nunca se separasse do lugar onde ele foi
tão feliz.
Mas
posso dizer como uma telespectadora de toda aquela festa que a cena que vai
ficar marcada na memória de todos aqueles que estavam lá, assim como eu, vai ser
o MITO tirando suas chuteiras, subindo no escudo do clube, se ajoelhando e
beijando o símbolo do seu clube do coração.
(Foto: Facebook São Paulo Fc)
(Foto: Facebook São Paulo Fc)

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