O
sonho do bicampeonato de handebol feminino chegou ao fim. Era uma
invencibilidade de 25 partidas em mundiais que acabava naquele fim de
tarde no Brasil, fim de noite na Dinamarca. As atuais campeãs mundiais
não conseguiriam passar pela muralha romena.
A seleção brasileira entrou
naquela quadra ontem com um sentimento de revanche contra a única seleção que
tinha conseguido vencê-las nos torneios amistosos recém disputados. Do outro lado as romenas
queriam provar que elas podiam parar as atuais campeãs. Elas vieram com um
esquema de jogo pronto, marcar muito e todos os ataques converter em gols, só
assim conseguiriam vencer. A goleira Ungureanu tinha uma missão, parar as duas ultimas
eleita como melhor jogadora do mundo. E ela conseguiu. Não parou só elas, como
também parou todo o ataque brasileiro. Se não era a goleira romena era a trave
que atrapalhava. Ungureanu foi invencível nos tiros de sete metros, pegou
todos.
(Foto: Wander Roberto / Inovafoto)
Ambas
as seleções possuem esquemas táticos parecidos, marcação forte na defesa e um
ataque com uma armadora destra jogando na direita. No handebol é normal as
jogadoras atuarem em posições opostas, por exemplo, uma canhota ataca pela
direita e vice e versa.
As romenas logo conseguiram
achar um jeito de furar o bloquei da marcação brasileira. Já as nossas meninas
levaram doze minutos pra conseguir fazer só três gols. Sem conseguir furar o
bloqueio romeno fomos para o intervalo com uma desvantagem de cinco gols.
No
começo do segundo tempo parecia que a conversa do vestiário tinha surtido
efeito nas brasileiras, em três minutos conseguimos tirar a diferença para dois
gols. Isso tudo graças a uma mudança no gol brasileiro, a pequena Mayssa, que
joga na liga romena, entrou no gol no lugar da Babi. Aos poucos as brasileiras
foram conseguindo tirar a diferença, chegaram a ficar só um gol atrás, mas cada
vez que tinham a chance de empatar o jogo esbarravam nos próprios erros.
(Foto: Jonathan Nackstrand / AFP)
Esses
erros ajudaram as romenas a se reencontrarem na partida. A diferença mínima foi
levada até os últimos dois minutos de partida. Mas uma punição de dois minutos
tirou a Duda de quadra no final do jogo e com ele o sonho do segundo título
consecutivo. Com uma jogadora a mais as romenas abriram vantagem e fecharam o
jogo em 25 a 22, e conquistaram a vaga para as quartas de final.
Agora as romenas encaram as
dinamarquesas, donas da casa, e o Brasil vem embora pra casa e volta seu foco
na preparação para as Olimpíadas ano que vem no Rio.
(Foto: Wander Roberto / Inovafoto)




