segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Fim do sonho!

O sonho do bicampeonato de handebol feminino chegou ao fim. Era uma invencibilidade de 25 partidas em mundiais que acabava naquele fim de tarde no Brasil, fim de noite na Dinamarca. As atuais campeãs mundiais não conseguiriam passar pela muralha romena.
A seleção brasileira entrou naquela quadra ontem com um sentimento de revanche contra a única seleção que tinha conseguido vencê-las nos torneios amistosos recém disputados. Do outro lado as romenas queriam provar que elas podiam parar as atuais campeãs. Elas vieram com um esquema de jogo pronto, marcar muito e todos os ataques converter em gols, só assim conseguiriam vencer. A goleira Ungureanu tinha uma missão, parar as duas ultimas eleita como melhor jogadora do mundo. E ela conseguiu. Não parou só elas, como também parou todo o ataque brasileiro. Se não era a goleira romena era a trave que atrapalhava. Ungureanu foi invencível nos tiros de sete metros, pegou todos. 

(Foto: Wander Roberto / Inovafoto)

Ambas as seleções possuem esquemas táticos parecidos, marcação forte na defesa e um ataque com uma armadora destra jogando na direita. No handebol é normal as jogadoras atuarem em posições opostas, por exemplo, uma canhota ataca pela direita e vice e versa. 
As romenas logo conseguiram achar um jeito de furar o bloquei da marcação brasileira. Já as nossas meninas levaram doze minutos pra conseguir fazer só três gols. Sem conseguir furar o bloqueio romeno fomos para o intervalo com uma desvantagem de cinco gols.

No começo do segundo tempo parecia que a conversa do vestiário tinha surtido efeito nas brasileiras, em três minutos conseguimos tirar a diferença para dois gols. Isso tudo graças a uma mudança no gol brasileiro, a pequena Mayssa, que joga na liga romena, entrou no gol no lugar da Babi. Aos poucos as brasileiras foram conseguindo tirar a diferença, chegaram a ficar só um gol atrás, mas cada vez que tinham a chance de empatar o jogo esbarravam nos próprios erros. 
(Foto: Jonathan Nackstrand / AFP)

Esses erros ajudaram as romenas a se reencontrarem na partida. A diferença mínima foi levada até os últimos dois minutos de partida. Mas uma punição de dois minutos tirou a Duda de quadra no final do jogo e com ele o sonho do segundo título consecutivo. Com uma jogadora a mais as romenas abriram vantagem e fecharam o jogo em 25 a 22, e conquistaram a vaga para as quartas de final. 
Agora as romenas encaram as dinamarquesas, donas da casa, e o Brasil vem embora pra casa e volta seu foco na preparação para as Olimpíadas ano que vem no Rio.
(Foto: Wander Roberto / Inovafoto)





sábado, 12 de dezembro de 2015

O fim de uma era!

Depois de um tempo afastada daqui, estou de volta. Tive que me afastar para poder me focar no final da minha faculdade e no meu tcc. Mas agora formada em jornalismo voltei para cá, com o intuito de escrever e mostrar a visão de uma mulher sobre o futebol e outros esportes também, já que ano que vem temos as olimpíadas acontecendo na nossa casa.

Nesse meu retorno trago como primeiro texto uma experiência vivida por mim na sexta-feira, que foi a despedida do Rogério Ceni.


11 de dezembro de 2015, o dia que vai ficar marcado como o fim de uma era no futebol brasileiro. O dia em que o goleiro artilheiro Rogério Ceni aposentou. Ali chegava ao fim uma carreira de 25 anos jogada em apenas um time, marcada por 18 títulos, 131 gols, e o apelido de MITO, dado pelos torcedores do São Paulo.
O ultimo jogo foi marcado por uma grande festa, onde o ídolo chamou seus amigos e parceiros de conquistas. De um lado estava o time campeão mundial em 92 e 93, do outro o time campeão mundial de 2005, equipe a qual o goleiro era o capitão.

A alegria e a sensação de saudades tomava conta dos 67 mil presentes lá no estádio. Era a ultima vez que a torcida estaria assistindo um jogo do seu grande ídolo. Todos esses sentimentos eram gritados pela torcida através de musicas que exaltavam o MITO.




Todos estavam ali para contemplar os últimos minutos do Rogério como jogador e levaram de brinde a oportunidade de rever antigos ídolos vestindo novamente a camisa do seu time do coração. Pode ver o Raí quase repetir o gol de falta do mundial, ver que o Cafú ainda tem o pique pra arrancar do campo de defesa e fazer o gol. Mas quem esteve lá naquele estádio pode ver uma coisa única, o MITO realizando o seu sonho de jogar na linha.
No intervalo do jogo Rogério foi contemplado por prêmios entregues como uma forma de agradecimento pelos feitos do goleiro no clube e na seleção brasileira. O troféu de agradecimento pelos feitos pelo clube foi entregue por um sócio torcedor, foi uma forma de toda a torcida dizer obrigado por tudo o que o ídolo representava para todos nós.
A cereja do jogo foi o gol de pênalti convertido pelo o dono da festa, o gol mais comemorado ali naquele dia, onde até os “adversários”, inclusive o goleiro que tomou o gol, fizeram questão de comemorar com o Rogério.


Em seu discurso final o MITO agradeceu a todos os que estavam lá e os que não estavam também, foi do fisioterapeuta até o presidente. Fez questão de enfatizar sua torcida pelo clube dizendo que as quartas feiras do ano que vem estará lá no estádio torcendo pelos seus ex-companheiros. E finalizou com um pedido a sua família, quando ele morresse que fosse cremado e que suas cinzas fossem jogadas no estádio para que ele nunca se separasse do lugar onde ele foi tão feliz.

Mas posso dizer como uma telespectadora de toda aquela festa que a cena que vai ficar marcada na memória de todos aqueles que estavam lá, assim como eu, vai ser o MITO tirando suas chuteiras, subindo no escudo do clube, se ajoelhando e beijando o símbolo do seu clube do coração.

(Foto: Facebook São Paulo Fc)

 Pensei em muitas formas de finalizar esse texto, mas só uma me fez sentido, só era necessária uma palavra que traduziria todos os sentimentos de todos aqueles que admiraram o bom futebol desempenhado pelo Rogério Ceni que é: Obrigado!
(Foto: Facebook São Paulo Fc)